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19/05/2017 às 16h10 > atualizado em 19/05/2017 às 17h46

Dia Estadual do Celíaco é marcado por ciclo de palestras na Assembleia Legislativa

Por Rodrigo Rossi

Um ciclo de palestras na manhã desta sexta-feira (19) marcou o II Encontro do Dia Estadual do Celíaco no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. O evento foi proposto pela deputada Claudia Pereira (PSC). Profissionais especializadas apresentaram abordagens diferentes sobre a doença, que é caracterizada pela intolerância permanente ao glúten e afeta a absorção de nutrientes pelo intestino delgado.

Para a nutricionista Camila Mercali, a substituição de alimentos com glúten por outros que se imaginam mais saudáveis por vezes podem fazer mais mal à saúde em razão da alta incidência de corantes e conservantes. A busca pelo consumo de alimentos naturais é o melhor caminho, segundo a profissional. “Desembale menos e descasque mais”, disse Camila, lembrando a importância à base de frutas e legumes.

Ela ressalta ainda que os celíacos acabam ingerindo farinha de arroz, como complemento alternativo ao cardápio. No entanto, ela faz uma recomendação. “O arroz é contaminado com arsênico e mercúrio e pode aumentar a chance de desenvolver um câncer. Devemos sempre fugir da monotonia alimentar e buscar a variedade de alimentos”.

A médica gastroenterologista Lorete Maria Silva Kotze acredita que as pessoas estão cada vez mais obcecadas em dietas generalistas e acabam cortando alimentos com glúten sem necessidade. Embora ressalte a importância do diagnóstico precoce, ela alerta sempre para uma avaliação mais detalhada. “A grande maioria dos celíacos não é diagnosticada e vai consultar com outros especialistas. O diagnóstico precoce ajuda muito. Para isso, temos os fatores clínicos, o teste sorológico e a histologia do paciente. Tudo tem que ser avaliado”.

Entre alguns sintomas da doença, a diarreia crônica, anemia, falta de apetite, vômitos e dor abdominal são os mais comuns. Porém, lembra Lorete, os diagnósticos superficiais são comuns e trazem outros reflexos. “Tudo é o glúten. Por vezes existem outras intolerâncias associadas e as pessoas são diagnosticadas de forma equivocada como celíacas, quando na verdade existe desconforto apenas pelo excesso de cebola ou porque o feijão é muito temperado. Temos que evitar restrições alimentares desnecessárias”.

Os efeitos psicológicos e sociais da doença celíaca também foram debatidos. A falta de interesse no convívio social, o medo da não aceitação ou mesmo o preconceito pela falta de informação colocam o celíaco numa posição de desconforto, de acordo com a psicóloga Dinadéia Brandalizze. Ela lembra que somente no Paraná existem aproximadamente 120 mil pessoas celíacas e a aceitação da doença é muito importante.

“O celíaco não deve se sentir excluído da sociedade, porque tem uma alimentação diferente ou com cuidados adicionais. Existe muito da ‘síndrome do coitadinho’, do ‘por que isso aconteceu comigo? ’. As pessoas não devem agir assim. Problemas todos têm. A questão é como lidar com estes problemas e enfrentá-los. Um dos enfrentamentos é a aceitação do que somos”.

Conforme dados da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelpar), 1% da população tem a doença. Para a presidente da entidade, Solange Nascimento, chamar atenção sobre o assunto é fundamental para multiplicar a informação e efetivamente melhorar a condição alimentar da população. Como a doença celíaca é autoimune e interfere na absorção de nutrientes essenciais, como carboidratos, gorduras, proteínas, sais minerais, a restrição ao glúten é para a vida toda. “Temos que agradecer a deputada Claudia pela abertura dessa discussão e pela criação da lei que prevê um dia estadual que marca e chama atenção para a doença. O trabalho conjunto que temos desenvolvido tem ajudado as pessoas, levando informação sobre o assunto”.

Legislação – O Dia Estadual do Celíaco, instituído no calendário oficial de eventos do Estado pela Lei nº 18.705, de 8 de janeiro de 2016, é 20 de maio. A autora do projeto é a deputada Claudia Pereira. “Estamos fazendo aniversário, este é o nosso segundo encontro para discutir o tema. Como legisladora fico muito feliz em podermos ter uma lei sobre esse tema. As pessoas estão aqui em busca de informação, de ampliar o conhecimento sobre a doença e porque podemos, sim, superar restrições alimentares”, enfatizou a parlamentar na abertura do evento.

A deputada também é autora da Lei 18.757/2016, que criou o “Selo sem Glúten”, prevendo a afixação de identificação especial nos estabelecimentos que disponibilizem este tipo de alimento aos consumidores. Conforme a chefe da Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde, Karina Ruaro de Paula, em breve um decreto governamental assinado no primeiro semestre deverá estabelecer as diretrizes de efetividade da legislação no Paraná.

Serviço – As pessoas diagnosticadas com doença celíaca, intolerância à lactose e síndrome do intestino irritável foram convidadas durante o evento na Alep a participar de uma pesquisa para a criação de um banco de dados genéticos sobre as patologias, na UFPR. Os interessados em participar de forma voluntária podem entrar em contato pelo e-mail angelicaboldt@gmail.com.


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