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11/09/2018 - 17h15

Os caminhos dos museus pós tragédia no RJ é o tema do programa Rádio Assembleia

Por Cláudia Ribeiro e Odilon Araújo

Veja o que tem pra hoje na nossa edição diária do programa, que hoje tem a cultura como tema principal:

-Balé do teatro Guaíra faz espetáculos de graça esta semana;

-Zoológico de Curitiba tem novo morador;

- Na série “MEMÓRIA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA”, você conhece quem foi ACIOLY FILHO.

- Saiba mais  o que fazem os museus do Paraná para estarem entre os melhores do país;

- E é justamente esse o tema da nossa entrevista de hoje.

-Fique com a gente no programa da Rádio Assembleia.

(sobe som))

E a gente começa o programa com uma ótima notícia para os amantes da dança: o Balé do Teatro Guaíra apresenta, nos dias 12 e 13 de setembro, portanto, na quarta e na quinta-feira, a partir de oito da noite,  de graça,  a Mostra Curta BTG – Guairão do Avesso. O público, com capacidade de até 70 pessoas, poderá compartilhar o palco com os bailarinos.

 O objetivo é criar um ambiente intimista com apresentação de duas coreografias de dança contemporânea, Sobre Seus Olhos – da bailarina do BTG Karin Chaves, e Super Natural – do sul-coreano Kim Jae Duk. O teatro Guaíra fica na rua XV de Novembro , 971 , Centro, Curitiba.

(sobe som))

Também no  dia 12 de setembro, na quarta-feira,  o Teatro da Praça, em Araucária, recebe um Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná aberto para toda a comunidade. O evento terá início às 20 horas e os ingressos (gratuitos) serão distribuídos na bilheteria do Teatro a partir das 19 horas. A classificação do evento é livre.

 

Além desta apresentação para a comunidade, a Orquestra Sinfônica do Paraná fará duas apresentações (dias 11 e 12) dirigidas exclusivamente para alunos da rede municipal de ensino (evento previamente agendado com as escolas).

(sobe som))

Essa é para os visitantes do Zoológico de Curitiba: Eles já podem  conhecer de perto  um  filhote de macaco, da espécie Muriqui, que é uma das mais ameaçadas de extinção do mundo. Os técnicos do zoológico afirmam que o animal tem pouco mais de um mês de vida e por isso ainda não é possível saber se ele é macho ou fêmea, já que ele fica o tempo todo agarrado e protegido pela mãe.

No Brasil, além de Curitiba, apenas o Zoológico  de Sorocaba, interior de São Paulo,  tem grupos reprodutivos de muriquis. Se você quiser conhecer o primata, o Zoológico de Curitiba fica  na Rua João Miqueletto, no bairro Alto Boqueirão. O horário de funcionamento é: de terça a sexta das 9h às 17h, e sábado, domingo e feriados das 10 às 16h.

(sobe som))

ODILON - HORA DE DAR DESTAQUE ÀS “MEMÓRIAs DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ” – E HOJE NÓS VAMOS LEMBRAR DE UM NOME QUE LÁ PELOS ANOS 40, 50 DO SÉCULO PASSADO TEVE UMA ATUAÇÃO DESTACADA NO NOSSO LEGISLATIVO.

HOMEM DE IDEAIS E MARCANTES REALIZAÇÕES.

 

CLÁUDIA - ESTAMOS FALANDO DE UM DOS MAIS IMPORTANTES JURISTAS PARANAENSES E BRASILEIROS DAQUELES TEMPOS: FRANCISCO ACCIOLY RODRIGUES DA COSTA FILHO. FOI DEPUTADO ESTADUAL, DEPUTADO FEDERAL E SENADOR. ALÉM DISSO, FOI O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ ENTRE OS ANOS DE 1.956 E 1.957.

 

ODILON – O JURISTA ACCIOLY FILHO NASCEU EM PARANAGUÁ, NO ANO DE 1.920. FORMOU-SE EM DIREITO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL, TAMBÉM FOI JORNALISTA, TANTO QUE CHEGOU A SER DIRETOR DE UM JORNAL QUE SE CHAMAVA O DIA.

 

CLÁUDIA – A CARREIRA POLÍTICA, ELE ABRAÇOU LOGO DEPOIS DE FORMADO. FOI DIRETOR DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO. E NO ANO DE 1.947 FOI ELEITO PARA O PRIMEIRO MANDATO COMO DEPUTADO ESTADUAL.  Depois VIERAM VÁRIOS OUTROS CARGOS DE PESO. O PRIMEIRO MANDATO EM BRASÍLIA COMO DEPUTADO FEDERAL ELE ASSUMIU EM 1.958. MAIS TARDE FOI SENADOR.

 

ODILON – E NO SENADO FEDERAL, A ASSINATURA DELE ESTÁ EM DECISÕES IMPORTANTES. COM ERNESTO GEISEL PRESIDENTE, ESTEVE PERTO DE SER INDICADO COMO GOVERNDOR DO PARANÁ. QUEM ACABOU FICANDO COM O POSTO FOI O ENTÃO GOVERNADOR JAIME CANNET JÚNIOR. ENTRE AS ATUAÇÕES DE DESTAQUE, ACCIOLY FILHO FOI O RELATOR DA REFORMA DO JUDICIÁRIO....QUE ERA UMA PROPOSTA TAMBÉM DO GOVERNO DO PRESIDENTE ERNESTO GEISEL

 

CLÁUDIA – FATO CURIOSO NA ÉPOCA... ACCIOLY RODOU O PAÍS. QUERIA UMA JUSTIÇA MAIS BARATA E SEGURA. CONTA A HISTÓRIA QUE ELE COLHEU OPINIÕES DE JURISTAS, MAS O RELATÓRIO QUE ELE APRESENTOU, DEPOIS DE TANTOS DEBATES FOI RECUSADO PELO GOVERNO FEDERAL. COM ISSO, ELE E OUTROS TREZE DEPUTADOS DA COMISSÃO NAQUELA REFORMA DO JUDUCIÁRIO ABRIRAM MÃO DE SEUS POSTOS. A PROPOSTA DO GOVERNO DE REFORMA DO JUDICIÁRIO FOI À VOTAÇÃO E ACABOU REJEITADA NO CONGRESSO.

ODILON -   EM CONSEUQUENCIA DE SUAS POSIÇÕES IDEOLÓGICAS ELE AFASTOU-SE UM POUCO DA POLÍTICA. ACCIOLY FILHO SEGUIU ENTÃO ATUANDO COMO JURISTA, ADVOGADO E PROFESSOR. MORREU AOS 59 ANOS DE IDADE – DEPOIS DE UM MAL SÚBITO – QUANDO DISCURSAVA EM UMA HOMENAGEM DO INSTITUTO DE ADVOGADOS DO PARANÁ.

(sobe som))

ODILON  /

BOM – E AGORA EM NOSSO PROGRAMA – A GENTE VAI RETOMAR UM ASSUNTO MUITO TRISTE QUE GANHOU AS MANCHETES EM SITES DE JORNAIS NÃO APENAS NO BRASIL, MAS EM TODO O MUNDO NA SEMANA PASSADA. O INCÊNDIO QUE PRATICAMENTE DESTRUIU TODO O ACÊRVO DO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO.

CLÁUDIA /

O MUSEU CRIADO POR DOM JOÃO SEXTO – ESTAVA INSTALADO NO PALÁCIO SÃO CRISTÓVÃO, NA QUINTA DA BOA VISTA, REGIÃO CENTRAL DO RIO. PALÁCIO – TAMBÉM QUASE TODO DESTRUÍDO PELO FOGO – O MESMO QUE HÁ DUZENTOS ANOS – ERA A CASA DA FAMÍLIA IMPERIAL.

 

ODILON /

LÁ DENTRO – FORAM DESTRUÍDOS – IMAGINEM – PERTENCES DA FAMÍLIA IMPERIAL, RELIQUIAS HISTÓRICAS VALIOSÍSSIMAS. PERDEram-SE NAS CHAMAS OBRAS DE ARTE, COLEÇÕES DE BOTÂNICA. A BIBLIOTECA DESAPARECEU. O MUSEU TINHA AINDA UM RESPEITÁVEL ACERVO DE FOSSEIS DE DINOSSAUROS. OSSOS DE ANIMAIS LOCALIZADOS NA ANTÁRTICA QUE PRATICAMENTE SÓ ERAM VISTOS ALI NAQUELE LUGAR. PESQUISAS SUPER COMPLEXAS FORAM DESTRUÍDAS. ENFIM – AS PERDAS SÃO – ACHO QUE NA ALMA - DE CADA CIDADÃO BRASILEIRO, NA ALMA ATÉ MESMO DAQUELES QUE NUNCA VISITARAM UM MUSEU.  E PRA FALAR UM POUCO DESSE MOMENTO TRISTE QUE VIVEMOS QUE RETRATA – DE UMA CERTA MANEIRA – ATÉ UMA NEGLIGÊNCIA DE NÓS BRASILEIROS ÀS NOSSAS PRÓPRIAS ORIGENS, A GENTE CONVIDOU PARA O NOSSO PROGRAMA, O RENATO CARNEIRO QUE  É HOJE O DIRETOR DO MUSEU PARANAENSE AQUI EM CURITIBA.

 

CLÁUDIA -

OLÁ RENATO – SEJA MUITO BEM VINDO PRA ESSA CONVERSA SOBRE UM POUCO DA NOSSA HIS´TORIA – É UM MOMENTO MUITO TRISTE, NÉ!! NO RIO – TEMOS INFORMAÇÕES DE QUE O MUSEU DEVERIA RECEBER UM REPASSE DE APROXIMADAMENTE 500 MIL REAIS POR ANO – NEM ESSE VALOR CHEGAVA A SER REPASSADO PARA O MUSEU.....

OLHANDO AQUI DE LONGE – COMO ANALISAR ESSA SITUAÇÃO DE ABANDONO JUSTAMENTE NO MAIS EMBLEMÁTICO E MAIS IMPORTANTE MUSEU DO PAÍS?

 

ODILON –

POR QUE OS MUSEUS RECEBEM TÃO POUCA ATENÇÃO DA COMUNIDADE DE UMA MANERIA GERAL DIRETOR. ?

 

CLÁUDIA –

COSTUMA-SE CULPAR FORTEMENTE A GESTÃO PÚBLICA – MAS OS MUSEUS TAMBÉM ESTÃO RECEBENDO A ATENÇÃO DEVIDA DE SEU PRÓPRIO PÚBLICO, DE SUA COMUNIDADE??

 

ODILON

O QUE ESTÁ FALTANDO ??

 

ODILON – VAMOS FALAR ENTÃO DO NOSSO MUSEU. O MUSEU PARANAENSE NO CENTRO HISTÓRICO DE CURITIBA, NO PALÁCIO SÃO FRANCISCO. ABRIGA UM ACERVO QUE CONTÉM HOJE APROXIMADAMENTE 400 MIL ITENS.

HÁ COLEÇÕES INDÍGENAS, OBRAS DE ARTE, ARMAS, FARDAS MILITARES, UTENSÍLIOS QUE FAZEM PARTE DA NOSSA HISTÓRIA, MAPAS, FOTOGRAFIAS, PINTURAS, HÁ ACERVO ARQUEOLÓGICO. SÃO MUITAS ATRAÇÕES E O MUSEU ORGANIZA EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS MUITO LEGAIS, NÉ RENATO? CONTA UM POUCO SOBRE ISSO PRA GENTE!!

 

CLÁUDIA -

BOM FALAMOS DO CENARIO TRISTE NO RIO – IMAGINAMOS QUE DIFICULDADE SÃO ENCONTRADAS AQUI NO PARANÁ TAMbéM – QUAIS SÃO ESSAS DIFICULDADES??

 

ODILON -

E AS PREOCUPAÇÕES – POR EXEMPLO COM AS INSTALAÇÕES DO PRÉDIO. O NOSSO MUSEU – TEM POR EXEMPLO UMA BRIGADA DE INCÊNDIO – PRA ENTRAR EM AÇÃO NUMA SITUAÇÃO DE EMERGêncIA – AONDE POR EXEMPLO QUE É NECESSÁRIO FOCAR INVESTIMENTOS??

 

CLÁUDIA -

A PARTIR DA TRAGÉDIA NO MUSEU NACIONAL– ALGUMA PROVIDÊNCIA ATÉ MESMO EM REAÇÃO A ISSO – PODE SER TOMADA POR AQUI ??

 

ODILON -

VAMOS FALAR DE PROGRAMAÇÃO ENTÃO –

EU GOSTARIA MUITO QUE VC NOS CONTASSE – AGORA COM MAIS DETALHES – COMO É PARA O VISITANTE UM PASSEIO PELO NOSSO MUSEU PARANAENSE. DE QUE MANEIRA ELE ESTÁ ORGANIZADO??

 

CLÁUDIA

QUAIS VC CONSIDERA AS MAIORES DESCOBERTAS – PARA QUEM VAI A PRIMEIRA VEZ NO MUSEU PARANAENSE ??

 

ODILON

GENTE – É ISSO !! CRITICAMOS MUITO – A FALTA DE RECURSOS – A ESTRUTURA PRECÁRIA QUE ESTAVA O MUSEU NO RIO – MAS AS VEZES ACERVOS RIQUÍSSIMOS MUITOS PRÓXIMOS DA GENTE – ACABAMOS NÃO VALORIZANDO!! É POR ISSO QUE AQUI A GENTE RESSALVA ESTE CONVITE – VISITE UM MUSEU – COM ISSO TEMOS CHANCES DE CONHECER MAIS SOBRE NOSSA HISTÓRIA – SOBRE PERSONAGENS IMPORTANTES QUE POR AQUI VIVEMAM.

 

A VISITA  HÁ UM MUSEU NÃO É SIMPLESMENTE UMA VISITA  É CONTATO DIRETO COM O CONHECIMENTO E TE TRARÁ ÓTIMAS DESCOBERTAS.

 

PESSOAL – O MUSEU PARANAENSE EM CURITIBA FICA NA RUA KELLERS, 289!

FUNCIONA DE TERÇA A SEXTA FEIRA, DAS 9 DA MANHÃ ÀS SEIS DA TARDE.

AOS SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS ESTÁ ABERTO DAS 10 DA MANHÃ ÀS 4 HORAS DA TARDE E A ENTRADA É DE GRAÇA!!

 

NOTA MUSEU DO RIO –

 

E HOJE TERÇA FEIRA – TÉCNICOS DA UNESCO CHEGAM AO RIO PARA AUXILIAR NA RECONSTRUÇÃO DO MUSEU NACIONAL. A INFORMAÇÃO É DO REITOR DA UFRJ ROBERTO LEHER.

 

EM ENTREVISTA COLETIVA NA SEMANA PASSADA ELE DESTACOU QUE ESSES TÉCNICOS SÃO ESPECIALIZADOS NO TRABALHO APÓS GRANDES CATÁSTROFES. HÁ A EXPECTATIVA DE QUE ELES CONTRIBUAM EM RESGATAR O MÁXIMO POSSÍVEL DO ACERVO.

 

DE ACORDO COM O PORTAL G1 - PELA SITUAÇÃO EMERGENCIAL, 10 MILHÕES DE REAIS LIBERADOS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO e Cultura DEVEM GARANTIR A PRIMEIRA FASE DE RECONSTRUÇÃO DO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO – SEM LICITAÇÃO APENAS, A PARTIR DE TOMADA DE PREÇO.

NOTA REFORMA

E AINDA DE ACORDO COM INFORMAÇÕES DA Secretaria da Cultura do Estado do Paraná (SEEC), EM CURITIBA O MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA, O MAC ESTÁ FECHADO PARA REFORMAS!!

 

ISSO MESMO – COMEÇA AGORA UM CUIDADO AO VELHO EDIFÍCIO TOMBADO PELO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO PARANÁ.

ESSE PROJETO FOI APROVADO PELO CONSELHO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DO ESTADO E TEVE UM CUSTO DE 300 MIL REAIS. AS OBRAS DEVEM CUSTAR 5 MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS. BOA NOTÍCIA, NÉ !! QUEM VENHAM MELHORES DIAS AOS NOSSOS MUSEUS QUE GUARDAM TÃO IMPORTANTE PATRIMÔNIO.

TODO O ACERVO DO MAC – FOI TRANSFERIDO AINDA EM FEVEREIRO E ESTÁ GUARDADO NO MON, O MUSEU OSCAR NIEMEYER.

 

 (sobe som))

Por falar no MON, a título de curiosidade,

Junto com o Museu do Futebol e a Pinacoteca, o Museu do Holocausto e  o Museu Oscar Niemeyer, popular Museu do Olho em Curitiba estão  entre os melhores do país.  E olha que conquistar esse título no século 21 não é tarefa fácil, já que  estão em jogo novas dinâmicas de público, as ameaças de crise econômica e a dificuldade nacional de estabelecer modelos de gestão saudáveis. 

Localizado no Centro Cívico de Curitiba, o MON consegue algo que poucos museus fazem:  ser espaço cultural e área de convívio social. Com cerca de 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva, considerada a maior da América Latina, o espaço é quase destino obrigatório para quem visita a capital. E o  Olho é um dos cartões postais de Curitiba.

Os curitibanos também aproveitam a ampla área verde para passear com animais de estimação e realizar outras atividades recreativas, como ioga e passeios de bicicleta. Frequentemente, a região recebe festivais gastronômicos e musicais.  Talvez essa série de funções seja o segredo do MON para alcançar números positivos de público e nas finanças.

Inaugurado em 2002. Já realizou ao longo deste período mais de 300 mostras nacionais, internacionais e itinerantes. Recebeu 367 mil pessoas em 2017, um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior. Em 15 anos, mais de 3 milhões de pessoas passaram pelo espaço. Com faturamento de R$ 15 milhões em 2017 e ingressos a preços populares, o corpo técnico da instituição busca fugir da dependência do dinheiro público, apostando em gestão híbrida, com recursos públicos e privados. 

Atualmente, a participação do erário no faturamento caiu de 90%, em 2015, para 70% em 2017. Entre as medidas para tornar o espaço mais rentável estão a cafeteria dentro do museu, a terceirização do estacionamento e a locação do auditório para eventos de diversas áreas.

Além disso, o MON criou o projeto Sou Patrono, que visa doações de grandes empresários paranaenses e dá contrapartidas para apoiadores, como participação em curadoria de obras. Em 2017, a instituição arrecadou R$ 220 mil por esse  sistema. 

(sobe som))

O Museu do Holocausto — espaço dedicado à memória de um dos episódios mais terríveis da História — aberto ao  público desde 2012, apresenta o contexto histórico que envolve o Holocausto, com recursos midiáticos que contam as histórias de vida dos sobreviventes.

Reúne doações dos Museus do Holocausto de Jerusalém e Washington, do Museu de Auschwitz e fundações, como a do cineasta Steven Spielberg, que contribuiu com diversos depoimentos de sobreviventes gravados em vídeo. Também são fotografias, mapas, documentos pessoais, texturas, uma experiência pesada de imersão na história.

Em média, o espaço recebe 700 pessoas por semana, o que dá, desde 2013, a média de 36 mil pessoas por ano. As visitas são agendadas, com entrada de graça e os custos do museu são mantidos pela comunidade judaica da cidade.