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20/11/2017 às 16h46 > atualizado em 21/11/2017 às 18h56

Núcleo de Combate aos Cibercrimes elucidou 93% das ocorrências atendidas pelo órgão

Por Trajano Budola


Mais de 100 mil ocorrências foram atendidas pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) ao longo dos doze anos de existência desse órgão especializado da Polícia Civil, com o resultado positivo de 93% de elucidações.  Os números foram apresentados pelo delegado-chefe do Nuciber, Demétrius Gonzaga de Oliveira, ao participar da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná nesta segunda-feira (20), a convite da liderança do PMDB no Legislativo. O delegado foi saudado na ocasião pelos deputados Ademir Bier (PMDB) e Delegado Recalcatti (PSD).

Demétrius falou aos parlamentares sobre as ações do núcleo criado em 18 de novembro de 2005 para detectar e combater os crimes cibernéticos, que empregam tecnologia de informação computadorizada. “São 12 mil casos tramitando hoje perante o Núcleo de Cibercrimes. São crimes de estelionato, vendas pela internet, falsa identidade e invasão de sistemas, além de injúria, calúnia e difamação”, explicou.

O delegado citou ainda crimes como pedofilia, homicídios, tráfico de armas e de drogas, quando os delinquentes utilizam a internet para a comunicação e troca de informações para os delitos. Nestes casos, o Nuciber funciona como auxiliar e, segundo Demétrius, é procurado até mesmo por polícias de outros estados brasileiros. “É impossível à segurança pública enxergar tudo o que acontece na rede de computadores. Por isso a ajuda da sociedade também é muito importante”, afirmou.

O delegado Demétrius destacou o caso recente que envolveu o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) em uma falsa notícia espalhada nas redes sociais. “Em um primeiro momento enxergamos um crime de calúnia. É preciso saber se tem mais gente envolvida, se pode chegar a uma formação de quadrilha, quais os objetivos e interesses disso tudo. O aprofundamento das investigações e identificação dos responsáveis possibilitará uma conclusão”, afirmou.

Demétrius ressaltou a importância da parceria com o Poder Legislativo para melhorar as condições de combate aos cibercrimes. “Nós, autoridades policiais, dependemos da legislação para poder trabalhar. No principio, os nossos trabalhos foram difíceis porque a legislação era pífia. Situações como pedofilia eram quase imunes, porque não podíamos fazer nada, se quem recebia imagens não as tivesse comprado. Hoje o fato de o indivíduo ser flagrado com elas é o suficiente para responsabilizar estes criminosos”, explicou.

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