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24/10/2017 às 15h32 > atualizado em 24/10/2017 às 15h41

Especialistas defendem PCHs e CGHs como alternativas sustentáveis

Por Trajano Budola


Ao participar da cerimônia de lançamento da Frente Parlamentar dos Produtores de Energia Elétrica na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta terça-feira (24), o presidente da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch), Paulo Arbex, disse que a política de incentivos à construção de usinas hidrelétricas deve ser debatida e estimulada. “Defendemos que os tipos de empreendimentos devam ser separados pelo tipo de impacto ambiental e pelo porte. As mais reduzidas deveriam ter um rito também mais reduzido na sua avaliação pelos órgãos ambientais”, sugeriu, apontando o tema como boa pauta para os debates da nova frente parlamentar. De acordo com ele, a energia no Brasil é a 6ª mais cara do mundo. “Por conta da redução drástica na participação de hidrelétricas em nossa matriz energética e a colocação de usinas térmicas inadequadas, cujas demandas poderiam ser supridas por pequenas usinas”, explicou.

“Tomamos decisões erradas de matriz, nosso preço de energia cresceu, a economia entrou em parafuso, a demanda caiu e se contrata menos. É uma espiral negativa que aprofunda a crise”, afirmou. Paulo Arbex defendeu a construção de hidrelétricas inclusive para combater a crise hídrica. “Está faltando água para beber, tomar banho e lavar louça em São Paulo e em Brasília. Precisamos de reservatórios de água, inclusive para beneficiar as usinas termoelétricas e eólicas”, explicou. “Foram as hidrelétricas que forneceram 73,2% de todos os megawatts consumidos no Brasil de primeiro de janeiro deste ano até hoje. Elas é que salvam o abastecimento do país”, afirmou.

Impactos positivos – De acordo com Helvio Neves Guerra, superintendente de concessões de geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a geração de energia hidrelétrica corresponde a 61% de toda energia gerada no Brasil hoje, com participação das PCHs e CGHs neste montante. Ele destacou especialmente a usina de Itaipu, um símbolo energético nacional, que tem, segundo ele, a melhor performance em relação a todas as grandes hidrelétricas do mundo. De acordo com o representante da Aneel, todos os 493 pequenos e médios empreendimentos deste modelo que aguardam pela outorga da agência para produzirem gerariam atualmente cerca de sete mil megawatts, o que corresponde à metade do que é produzido anualmente pela Itaipu.

“Se estivessem construídos gerariam R$ 60 bilhões em investimentos para o país”, afirmou Helvio Neves. Segundo ele, 61 empreendimentos no Paraná necessitam de outorga de funcionamento, o que depende de licenças ambientais, ou aguardam por reservas hídricas. “Significam, apenas para o estado, cerca de R$ 6 bilhões em investimentos”, explicou. Ele ainda deu o exemplo do município de Cruzeiro do Sul, na região de Sudoeste, que assinala um crescimento médio nos índices de desenvolvimento socioeconômico 6% superior ao da microrregião em que está inserido. “A Aneel está indo aos órgãos ambientais dos estados para mostrar os impactos positivos que as usinas hidrelétricas, ou pequenas centrais, podem gerar”, afirmou.

Ganhos ambientais – De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti, o Governo do Estado é parceiro da frente parlamentar por entender que as energias renováveis precisam ser debatidas constantemente. “Estrategicamente é importante que o governo se envolva neste debate para incentivar que estes processos tenham agilidade maior, sempre respeitando um viés sustentável, necessário”, afirmou. Ele citou a construção de uma PCH que visitou recentemente como exemplo de desenvolvimento sustentável. “Naquele local, atualmente, o gado chega até a beira do rio. Com a legislação para construção da PCH, o empreendedor terá que fazer uma cerca e reflorestar a região, ou seja, haverá um ganho ambiental também neste aspecto”, explicou.

 



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