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14/11/2017 às 19h25 > atualizado em 14/11/2017 às 19h32

Ato em defesa dos investimentos da Petrobras no Paraná é realizado na Assembleia Legislativa

Por Kharina Guimarães e Luiz Alberto Pena

Um ato público em defesa dos investimentos da Petrobras no Paraná foi realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa na noite desta terça-feira (14), conforme proposição do deputado Tadeu Veneri (PT). A intenção, de acordo com o parlamentar, é alertar a população para os planos do governo federal de desativar a Usina de Xisto de São Mateus do Sul e vender a Araucária Nitrogenados, em Araucária – fatos que segundo ele teriam sérias consequências sociais e econômicas. “Além do desaparecimento dos empregos em Araucária e São Mateus do Sul, toda a região será afetada. Há um efeito em cadeia sobre a economia estadual”, destacou.

Lideranças e representantes do movimento sindical prestigiaram o evento no Legislativo, entre elas o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel; o presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-PR/SC), Mário Alberto Dal Zot; o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Petroquímica do Estado do Paraná, Gerson Castelano; a técnica de Manutenção Plena da Petrobras, Rosângela Maria; o membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Robson Formica; e o membro do Coletivo Nacional da Plataforma Operária e Camponesa da Energia, João Antonio de Moraes.

São Mateus e Araucária – A Usina de São Mateus tem capacidade instalada para o processamento de 5.880 toneladas/dias de xisto pirobetuminoso, que geram óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre. Outros derivados são produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica. A unidade é responsável por mais de 50% do ICMS gerado em São Mateus do Sul.     

A planta de Nitrogenados de Araucária começou a operar em 1982 e passou a integrar o portfólio de produção de fertilizantes da Petrobras, em junho de 2013. A unidade tem capacidade de produção anual de 700 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). A fábrica é vizinha da Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar. A previsão é de que junto com a planta do Mato Grosso do Sul, que está com as obras paralisadas por ordem judicial, as usinas poderiam produzir 80% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados.

Segundo Veneri, é necessária a ação política para garantir a manutenção do patrimônio da Petrobras. “Precisamos buscar, ainda este ano, soluções políticas que impeçam tanto a venda como o fechamento da Usina de São Mateus do Sul. Para o estado do Paraná é uma situação extremamente cruel porque inviabiliza o município de São Mateus do Sul, inviabiliza a produção de fertilizantes a um custo acessível para os pequenos e médios produtores e inviabiliza aquilo que para nós é fundamental, que é a construção de uma independência não só energética, mas também de segurança alimentar”. O presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Alberto Dal Zot, ainda quantifica as consequências da possível desativação da Usina de Xisto e da venda da Araucária Nitrogenados, estimando que poderíamos perder nada menos que cinco mil empregos diretos com as medidas.

 



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